terça-feira, 8 de setembro de 2015

ÁLCOOL=A DEPRESSÃO. PUBLICAÇÕES MAITREYA_PORTUGAL

                                                                   BENEFÍCIO


    Finalmente vão se tomadas medidas sobre o consumo do álcool a nível internacional. Poderia  dizer-se que é tarde, mas como diz o velho ditado: "mais vale tarde do que nunca". Tarde no sentido de que já muitos seres se arruinaram psíquica e intelectualmente com tão nefasto vício, verdadeiro flagelo da humanidade. Não exagero, apenas sou realista quanto às consequências destruidoras que o álcool provoca nas capacidades mentais do ser humano, seja de que forma for: vinho branco ou tinto, cerveja ou bebidas altamente sofisticadas (misturas), que se vão inventando para que o consumo seja rentável. Infelizmente, quem estimula o seu consumo, assim como quem o consome, está a ditar a sua própria sentença...

    Se em Portugal há tanta gente depressiva, a este deplorável vício se deve, pois a ele se recorre para apaziguar instantaneamente os sentimentos e as emoções que perturbam. Sim, não se bebe porque se está depressivo, esse estado na maior parte dos casos é já fruto do hábito do álcool e não o contrário_ bebe-se por hábito social e como já referi em inúmeros artigos no alerta a este problema, beber é de "bom-tom"; um bom vinho à  mesa ou fora dela como forma de criar ambiente e certa disposição. Assim, por vezes se encobrem problemas pessoais e frustrações, causados na maior parte das vezes, por uma forma indisciplinada de viver, passando por uma alimentação descuidada, ambições excessivas ou mesmo mau carácter. A fuga a si próprio resolve-se bebendo. O álcool acaba por ser para muitas pessoas uma auto-medicação para o síndroma da ansiedade. E por anos a fio, mesmo naquele hábito em que as pessoas pensam que não faz mal, afecta lentamente o cérebro e as capacidades mentais ficam seriamente danificadas ou mesmo destruídas. Sentir-se bem por um instante de prazer, a troco da destruição física, psíquica e o mais grave espiritual para o resto da vida ou mesmo muitas vidas...
     Depois de muitos anos nesse hábito, mesmo quando se pára, são precisos alguns anos para que se faça recuperação psicossomática.
    Uma mente sã é aquela que tem claridade no pensar, e o consumo do álcool destrói essa capacidade criando a confusão mental. A confusão leva ao mau estar, mesmo à infelicidade, criando o inevitável sofrimento e para sair disto, um copo de qualquer bebida alcoólica tem um efeito imediato no funcionamento cerebral, obrigando a impulsos no cérebro fora do funcionamento normal que desgasta os processos naturais.
      Vivemos num mundo disperso e desgastante consumidor de energias psíquicas, incapacitando-nos a enfrentar os problemas, ou não aceitando aquilo que a vida nos coloca e do qual não gostamos. O álcool consumido muito ou pouco é o hábito mais nefasto para a mente, pois destrói o maior bem do ser humano que é a capacidade de ser Consciente! A evolução espiritual e mental da humanidade é o caminho da auto-consciência, o álcool tem uma função inversa: inconsciência de si.
     Os processos internos da ansiedade que no fundo afectam qualquer ser humano, deve resolver-se pelo estado consciente de se observar a si mesmo, quando tal sentimento se instala, pois embora subtil (a pessoa não sabe bem porquê), pode aperceber-se dele, quando a mente começa na busca de algo que venha em socorro da perturbação psíquica que está a sentir (pressão mental) que induzem gestos imediatos e inconscientes; comer chocolates ou recorrer a bebidas estimulantes, geralmente fora de horas, ou comer excessivamente às refeições, ou ainda procurar saída por outras vias que levam ao desgaste inútil de energias. A ansiedade ou outro tipo de emoções perturbadoras resolve-se pela busca de um objectivo interno espiritual, pois é nessa direcção que a vida tem o seu propósito, onde por uma mudança de atitude e correspondendo aos anseios da Alma,  se encontra a tão procurada paz: aquele benefício que dá um sentido à vida...
    Mas como educar agora os jovens, para que não venham a cair na mesma ilusão das gerações anteriores? Com campanhas de alerta e educativas, apontando os males que daí advêm para a saúde especialmente para o cérebro, onde a medicina tem um papel preponderante.

    Do Livro «PÉTALAS_Reflexões Espirituais», da autora Maria Ferreira da Silva.

    (Florinda Isabel)


   



























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