segunda-feira, 8 de junho de 2015

Iª EM TEMPOS DE PÁSCOA_ A ESPÍSTOLA DA MULHER. (CONTINUA...)

     Queridos Filhos, venho neste dia recordar, como  Mãe de Jeoshua (Jesus), uma série de factos desconhecidos da Cristandade.
       Conforme já vos foi dito, a verdadeira Páscoa, cujo significado é "Deus Salva", é hoje, pois neste vosso calendário solar, é este o dia 14 de Nisan do calendário lunar hebraico.
     Eu fui sempre favorável a que o Meu Filho se decidisse por comandar os exércitos e a libertar Israel da escravidão e da opressão  de Roma, bem como a reconquistar o trono para a linhagem dos verdadeiros Reis de Israel, de que Ele seria o legítimo herdeiro.
     Sonhei com esse dia, oh, como sonhei! Mas estava errada. Eu era muito jovem quando servi no templo Secreto dos Irmãos Essênios. Era a vestal do Templo. E cuidava das Pombas. Era chamada de Pomba, por causa da  pureza e por ser dedicada a Deus.
     Yoseph (José) que veio mais tarde a ser meu marido, também servia no Templo e era ele que cuidava de zelar por mim.
       Eu fui dedicada desde que nascera ao Serviço no Templo.
     Mais tarde quando saímos, continuei sempre a nutrir um grande carinho e dedicação pelas pombas e fui cuidando-as, de tal modo que entre os vizinhos da minha aldeia, que conheceis hoje por Nazareth (mas cujo nome foi dado só no século XX, pois era embaraçoso para a Igreja ter um Jesus de Nazareth e não existir a dita vila), e que se chamava Genezareth, era conhecida pela Maria das Pombas.
    O nome de Nazaré (Nazareth) foi usado pela Igreja que desconheceu as origens, Jesus era chamado de Nazareno porque fez o voto do Nazareado ou de Nazireu, explicado por Moisés. Tal voto consistia em dedicar-se totalmente ao Serviço de Deus e não cortar os cabelos ou barba, em oferta ao Senhor.
     Um outro Nazireu célebre da nossa história e que não o chamam de Nazareno é Sansão. Outro deles foi o Mestre João, conhecido por Baptista.
    Continuarei a narrativa, apesar de que deveis saber que várias coisas que se contam nos evangelhos estão adulteradas ou são fruto da ficção da própria Igreja.
     Um desses mitos é a minha virgindade literal.
   É mentira. Eu fui manipulada pelas Forças do Céu ou pelos Veneráveis e concebi sem ter conhecido varão, mas ao nascer Jeoshua não fiquei virgem.
      Além disso, tive outros filhos e filhas que eram irmãos de Jesus.
    A minha virgindade deve-se e só se poderá aceitar apenas no sentido de Eu ser a Imaculada. a Deusa Mãe do Céu. a Rainha dos Anjos. a Mãe de toda as criaturas, representada em todas as expressões femininas da Divindade e no próprio  reino humano eu sou retratada na Mãe da Humanidade Hahava (Eva).
    Aí, sim, sou a Virgem, pois como o Imaculado Princípio Primordial (MULA PRAKRITI) não há mácula para os Virginais.
      Jeoshua é outro Virginal, o Princípio Criador da Matéria, o Verbo, tal como Eu é sempre Virgem.
      Afinal, são tudo coisas tão simples de entender, não necessitando de dogmas. Se a Igreja não se desviasse da Verdade, tudo isto era fácil de explicar e conceber.
 (Continua...)

 Florinda Isabel

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