domingo, 10 de setembro de 2023
Acusada de não ter miolos
extos de Opinião da Florinda Rosa Isabel
«Humor Para Pôr a Pensar...»
Quando estou um pouquinho triste, algum bichinho há-de aparecer para falar comigo e me pôr novamente a sentir que ainda vou tendo alguma utilidade por aqui.
Hoje, quando eu passava junto de uma área arborizada, uma enormíssima cobra apareceu à minha frente e sibilou:
_Olá, Florinda!
Assustei-me, claro, mas como ela sabia o meu nome e seu sibilar era tão suave, aquietei a minha alma e correspondi ao cumprimento. Entretanto, ela começou...
Vês este vulto que tenho dentro de mim? É a minha dona. Acabei de a engolir.
_Oh, que horror!
Ela_ Horror, nada! Tu já aqui postaste algo as respeito duma cobra de estimação que deixou de comer, e a dona a levou ao veterinário, lembras-te?
Eu _Lembro, claro... A dona levou a cobra ao veterinário, disse que ela não comia nada desde algum tempo, e ele pediu que a deixasse com ele, depois de saber que a bichinha começara a dormir toda esticada na cama, paralela à dona, pois percebeu que ela estava a medir se teria comprimento suficiente para a meter dentro do seu bandulho, e ele receava pela vida dela.
Ela_ Foi o que fiz! Apanhei-a a dormir, zaca! Goelas abaixo!
Eu_ E não tiveste pena? Ela era tua amiga, cuidava de ti.
Ela_ Ela era uma egoísta! Se fosse minha amiga, não me tinha ali confinada dentro de casa e não me punha a dormir na cama dela, deixasse-me livre, no meu habitat natural, a dormir no mato, entre os da minha espécie! Uma casa é um presídio para os animais silvestres, sejam de que espécie forem! E Papei-a! Só há uma coisa que me faz muita confusão...
Eu_ O que é?
Ela_ A cabeça...
Eu_ o que é que tinha a cabeça?
Ela _Nada, além duma casca muito dura... Acho que é aquilo a que vocês chamam o crânio.
Eu_ Exactamente.
Ela_ Sempre ouvi dizer que dentro daquela coisa dura existe um petisco muito bom, que minhas irmãs gabavam lá na selva, quando se enrolavam nos aventureiros que lá entravam e os passavam aos sucos, _ de onde ela me raptou, ainda era eu uma bebezinha_, a que vocês chamam miolos... Mas eu não encontrei nada! Estava totalmente vazio!
_Eu_ Não encontraste nada, porque as pessoas que tiram os animais silvestres do seu habitat, para os aprisionarem dentro das suas casas, não têm miolos!
_Ela_ Ah, percebi... E olha que tu também não os deves ter todos, para estares aqui a dar conversa a uma cobra imaginária...
Kkkkkk!
Florinda Rosa Isabe
A Cobra Falante
«Humor Para Pôr a Pensar...»
Quando estou um pouquinho triste, algum bichinho há-de aparecer para falar comigo e me pôr novamente a sentir que ainda vou tendo alguma utilidade por aqui.
Hoje, quando eu passava junto de uma área arborizada, uma enormíssima cobra apareceu à minha frente e sibilou:
_Olá, Florinda!
Assustei-me, claro, mas como ela sabia o meu nome e seu sibilar era tão suave, aquietei a minha alma e correspondi ao cumprimento. Entretanto, ela começou...
Vês este vulto que tenho dentro de mim? É a minha dona. Acabei de a engolir.
_Oh, que horror!
Ela_ Horror, nada! Tu já aqui postaste algo as respeito duma cobra de estimação que deixou de comer, e a dona a levou ao veterinário, lembras-te?
Eu _Lembro, claro... A dona levou a cobra ao veterinário, disse que ela não comia nada desde algum tempo, e ele pediu que a deixasse com ele, depois de saber que a bichinha começara a dormir toda esticada na cama, paralela à dona, pois percebeu que ela estava a medir se teria comprimento suficiente para a meter dentro do seu bandulho, e ele receava pela vida dela.
Ela_ Foi o que fiz! Apanhei-a a dormir, zaca! Goelas abaixo!
Eu_ E não tiveste pena? Ela era tua amiga, cuidava de ti.
Ela_ Ela era uma egoísta! Se fosse minha amiga, não me tinha ali confinada dentro de casa e não me punha a dormir na cama dela, deixasse-me livre, no meu habitat natural, a dormir no mato, entre os da minha espécie! Uma casa é um presídio para os animais silvestres, sejam de que espécie forem! E Papei-a! Só há uma coisa que me faz muita confusão...
Eu_ O que é?
Ela_ A cabeça...
Eu_ o que é que tinha a cabeça?
Ela _Nada, além duma casca muito dura... Acho que é aquilo a que vocês chamam o crânio.
Eu_ Exactamente.
Ela_ Sempre ouvi dizer que dentro daquela coisa dura existe um petisco muito bom, que minhas irmãs gabavam lá na selva, quando se enrolavam nos aventureiros que lá entravam e os passavam aos sucos, _ de onde ela me raptou, ainda era eu uma bebezinha_, a que vocês chamam miolos... Mas eu não encontrei nada! Estava totalmente vazio!
_Eu_ Não encontraste nada, porque as pessoas que tiram os animais silvestres do seu habitat, para os aprisionarem dentro das suas casas, não têm miolos!
_Ela_ Ah, percebi... E olha que tu também não os deves ter todos, para estares aqui a dar conversa a uma cobra imaginária...
Kkkkkk!
Florinda Rosa Isabel
sábado, 9 de setembro de 2023
Há um ano atrás
Ora, em que estou a pensar...? Penso como posso fazer para não mais ver, diariamente, aquelas "famosas" palavras: "Há um ano atrás"...Mas atrás de quê e porquê é que elas se esconderam? Sugestão: Digam; "Há um ano" e "despeçam" o "atrás". OK?
Florinda Rosa Isabel
terça-feira, 5 de setembro de 2023
Peço Perdão à Terra
PEÇO PERDÃO À TERRA
PLANETA TERRA
Onde nasci
E onde estou a sofrer
E a morrer
Com a ganância
Dos teus habitantes
Governantes!
Perdoa-me por não lutar
Por não regredir a tua poluição
Por não inventar um avião a jacto
Isento do perigo imediato
Da destruição ozonal
_Suporte da Vida Animal
Na Face da Terra
Perdoa-me por não acabar com a guerra
Semi-mundial
Perenal
Que faz do Homem um chacal
Perdoa-me por também gastar
Da tua Água sagrada
Que está a ser esbanjada
Mal aproveitada
E quando os Animais secarem as gargantas
Quando as raízes da plantas
Não tiverem de beber
Tentaremos ser resistentes
Pousaremos em flores inexistentes
Mas vamos todos perecer!
Terra anímica, mataram tua Alma com a guerra química
Teu Ecossistema se modificou
Hoje caem brasas
Onde, ontem, nevou!
Perdoa ao Homem Teu obreiro
Herdeiro Universal
Todo o mal da negligência
E da urgência
De transformar tua dádiva
Em vil metal...
Por ele ficaste grávida
com a Semente do Mal
Florinda Rosa Isabel
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
O Furozinho
O furozinho a competir com todos os órgãos do corpo humano. Numa aposta sobre competências, ele demonstrou que todos fazemos falta.Quando o quiseram excluir da competição, ele amuou e deixou de fazer o que lhe competia. Não decorreu muito tempo, sem que lhe pedissem perdão e lhe atribuíssem o mesmo valor que fora atribuído a todos.Isto que publiquei, é para chamar a atenção das pessoas que, publicamente, se orgulham dos cargos que ocupam nos seus empregos.
Florinda Rosa Isabel
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
O AXIOMA
Tal axioma é antiquado
Porque a acção má sempre fica
Para quem é prejudicado
A Sombra de Deus me cobre
Eu não quero dissipá-la
Mantendo a minha alma nobre
Deus não vai abandoná-la
Com tanta tecnologia
Não podendo haver enganos
Há animais em agonia
Para o bem-estar dos humanos
Que mundo é este, afinal
Onde a morte é um prazer
Crava a espada no animal
E há quem pague para ver
Os peixinhos são de prata
A água do rio é de ouro
Mas a poluição os mata
Não destruam tal tesouro
Os fumos e os escoamentos
Fábricas incontroladas
Fazem-nos passar tormentos
Tantas vidas arruinadas!
(01/09/2023)
Florinda Rosa Isabe
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