ACONTECE-ME CADA UMA!...
Mesmo agora, estava aqui a pensar no que havia de escrever, no meu texto de opinião, quando, subitamente, saltou para a minha frente uma "coisa" parecida comigo. Assustei-me, pensei que já tinha ido desta para melhor, pus-me a olhar à minha volta, mas tudo estava igual.Tranquilizei-me, pois se eu tivesse sido chamada «lá para cima», decerto não me deixavam levar a mobília... Perguntei:
_Quem és tu?
_Sou o teu espírito_ respondeu a "coisa".
Fiquei aflita:
_Mas como saíste de dentro de mim? Vou morrer! A resposta não se fez esperar: _Estás aí com uma dúvida e eu venho esclarecer-te cara a cara. Porque tu, quando eu te falo dentro de ti, não ligas ao que eu digo. É o seguinte. Tu andas muito baralhada com o que tens ouvido, a respeito de não se dever misturar Política e Religião. Ora isso é mentira!
_É? Mas eu sempre ouvi dizer...
_ Também tu, vens para cá com o "sempre"... O teu "sempre" é desde quando? Pois afirmo que Religião não pode separar-se da política. E sabes porquê? Porque o homem tem corpo físico e espiritual, um não sobrevive sem o outro. Apesar de as religiões não fazerem cá falta nenhuma, só servem para criar confusão. Deus não pediu religiões, só pediu para nos amarmos uns aos outros, mas as religiões acabaram por criar violência entre vocês, que é o oposto do Amor.
_Pois.... Mas tu estás aí muito descansadinho e estás fora de mim.
_ Estou a enviar-te energia, e estou de olho em ti, Se começares a desmaiar, entro logo! Bom... Como as religiões existem, estas devem cumprir aqui na Terra os propósitos para que foram formadas, que é administrar a vontade de Deus e dar conhecimento disso ao ser humano. Mas como este precisa da Política para a parte física, ambas têm que estar juntas na realização do vosso bem-estar.
_ Explica lá isso melhor, sim?
_ Se a Política errar, tu começas a passar mal, pode faltar a água, comida, podes perder tua casa, dormir na rua... O que vai ser de mim?
_ Como assim?
_Comes assim se houver de que comer! Repito a pergunta: Que vai ser de mim?
_ Então, se eu passar mal e morrer, tu, como espírito, sobrevives ao corpo, tu nunca morres.
_Claro que não!
_ Então, qual é a tua preocupação?
_ Claro que me preocupo. Eu, como espírito, tenho de andar embrulhado! A tua carne é o meu capote! Se o capote não andar bem cuidado, enfraquece e não me pode proteger. Não sabes que sou muito friorento? Ora, sê tu própria e não te importes com os comentários dos que te querem derrubar. Pisa-me aí os calos a todos que precisarem, seja Clero, seja classe política. E agarra-te bem, que eu vou entrar!
Florinda Isabel