«Apesar de quererem embrenhar-se na espiritualidade, os humanos não sabem desembaraçar-se deste hábito universitário que consiste em acumular conhecimentos, querer informar-se sobre isto e depois sobre aquilo, querer tocar em tudo, estar ao corrente de tudo, sem nunca fazer um trabalho sobre si mesmo. Claro que é graças a esta curiosidade que a humanidade conseguiu fazer gigantescos progressos intelectuais. Mas, para a vida espiritual, é uma atitude muito perniciosa.
Para se fazer um verdadeiro trabalho espiritual, deve-se estar ligado a uma filosofia, a um sistema, e aprofundá-lo; senão, passar-se-á com o organismo psíquico precisamente o que se passa com o organismo físico. Se absorverdes toda a espécie de alimentos, ficareis doentes e vomitareis. Da mesma maneira, o estômago psíquico pode ter uma indigestão devido tudo o que lhe destes a engolir; que quereis que ele faça com uma amálgama de tradições egípcias, hindus, tibetanas, chinesas, gnósticas, astecas, às quais se junta ainda a teosofia, a antroposofia, ou não sei que mais? Se ao menos tivésseis uma estrutura mental suficientemente sólida para saberdes como orientar-vos no meio de tudo isso!... A maior parte das pessoas não conseguem sequer ter uma ideia clara acerca de um só sistema filosófico, mas misturam tudo: a Cabala, o Zen, os Druídas, a Alquimia, o Catarismo, a Franco-maçonaria, o Tarot!...
Vejo que alguns de vós estão prontos a aceitar os cânticos e os gestos de qualquer tradição sem sequer se darem conta de que, ao executá-los, acabarão por evocar toda a espécie de espíritos tenebrosos. E isso é triste, pois prova que, se eu não estiver cá para velar, vós deixar-vos-eis embarcar seja no que for: seguireis sem raciocinar, a primeira pessoa que aparecer e vos causa espanto com os seus gestos e cerimónias mágicas, sem reflectirdes sobre onde é que tudo isso poderá levar-vos. Não é pelo facto de certas práticas ou certos rituais serem presentemente muito conhecidos e estarem na moda no Ocidente_ tal como o Voo-Doo, por exemplo_ que devemos adoptá-los Se eles permanecerem nas suas tribos, nas suas ilhas, eu não terei nada contra, mas não quero nada disso aqui na Fraternidade Branca Universal»
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Publicações Maitreya_Portugal
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(Florinda Rosa Isabel)
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