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Estais ainda longe de compreender o valor das verdades que um Mestre vos traz: muitas outras coisas têm para vós mais valor! Essas coisas bem podem tornar-vos infelizes, doentes, que isso não tem importância, vós achai-las mais importantes, mais atraentes, mais apetitosas. E claro que vós sois livres. Mas, sem esta luz que eu vos trago, um dia vereis em que estado vos encontrais!
Pensais, talvez, que eu estou a exagerar a minha importância. Pensai o que quiserdes! A mim, é-me indiferente que me apreciem ou não. Se vos falo nos termos em que o faço, é para não perderdes mais o vosso tempo de um lado para o outro, para conseguirdes finalmente construir o vosso futuro sobre bases sólidas. Senão, estareis sempre ocupados a correr atrás da mais pequenas coisas que brilhem diante dos vossos olhos e, quando as obtiverdes, elas só vos trarão infelicidades, porque não tereis adquirido a luz que vos permitiria discernir como elas são nocivas. E porquê essa falta de discernimento? Porque não tereis tido consciência, verdadeiramente, do valo do vosso Instrutor.
Sabei, em todo o caso, que eu não tenho fome nem sede de comando, só penso comandar-me a mim próprio. Que felicidade poderia eu encontrar na escravidão dos outros? Para mim, a felicidade não reside nisso. Alguns de vós pediram-me para ser como esses gurus que se impõem e diante dos quais os discípulos se prosternam. Consideram que é uma fraqueza da minha parte não me manifestar assim. Que ideia esquisita! Aliás, uma coisa que me chocou em certos Mestres da Índia foi ver como eles aceitavam que os seus discípulos se prosternassem diante deles. Eu disse-lhes mesmo: «Que prazer tendes em ver estas pobres gentes aos vossos pés? O que é que vós representais para que elas se lancem por terra? Eu nunca suportei isso da parte dos meus discípulos.» É verdade, alguns quiseram prosternar-se diante de mim e eu mandei-os erguerem-se imediatamente. Esses gurus não responderam nada às minhas reprovações, mas eu compreendi o que pensavam: eles fizeram isso com o seu Mestre, era normal que os seus discípulos o fizessem com eles. Enfim, não quero meter-me nisso: esses hábitos fazem parte de uma tradição milenar e é difícil fazer compreender aos Hindus quão chocantes eles são para o Ocidentais.
Mesmo que tenha todos os poderes, um Mestre deve permanecer simples, e apesar de eu vos fazer tomar consciência do valor de um Instrutor, a minha atitude para convosco não mudará. Eu gosto de tratar todos os irmãos e irmãs com respeito e amor. Ainda que vos diga algumas palavras sobre o valor do meu trabalho convosco, isso não irá modificar-me. Vós é que talvez mudeis; e, aliás, isso é desejável, porque, quanto mais apreciardes o que eu vos digo e o praticardes, mais progredireis. Eu, em todo o caso, continuarei o meu trabalho, independentemente do que vós fizerdes. É claro que ganho na medida em que vós avançais, porque terei mais amigos. Mas vós é que ganhareis mais, pois lançareis à terra sementes que um dia darão frutos que podereis colher.
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(colecção Izvor)
Publicações Maitreya_Portugal
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(Florinda Rosa Isabel)
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(Florinda Rosa Isabel)
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