quinta-feira, 19 de outubro de 2017

AQUILO QUE O HOMEM SEMEAR...

«AQUILO QUE O HOMEM SEMEAR, ELE COLHE!»
Hoje, ao caminhar pela rua, apercebi-me da situação trágica e agonizante por que está a passar a humanidade, sem que grande parte dela se aperceba disso, pois esta grande parte a que faço referência anda apática... sonolenta... parece que já está com um pé do "outro lado"! 
Só quando alguém fala de futebol, é que alguns zumbies arribam um pouquito, para logo caírem na letargia comunitária...
Em plena via rodoviária, formigas sem saberem para onde ir, desnorteadas, a serem esmagadas pelos veículos... 
Não conseguem encontrar os seus carreiros. Já aqui fomos alertados para os problemas que os pólos da Terra iriam sofrer, pois os animais, que se orientam muito melhor por eles do que nós com um calendário, ficam desnorteados, tanto os de Terra como os de Mar, por isso tantos animais marinhos se dirigem perigosamente para locais onde ficam sem água, valendo-lhes alguns humanos de bom coração que os ajudam; e os de terra andam às voltas, sem saberem para onde se dirigir, sua "bússola de instinto" está a falhar.
Entretanto, vi algumas formigas, grandes, com asas, que na minha aldeia eram muito procuradas quando chovia, saíam dos buracos, e o bicho-homem agarrava-as, meti-as num canudo feito de cana, onde abria um pequeno furo para a respiração, fechava as entradas do canudo e chegava, triunfante, a dizer que tinha apanhado muitas "agúdias"...
E para que serviam as tais "agúdias"...? Para colocarem num artefacto de tortura, a que chamavam "costela", para ficarem presas e a mexer as pequenas asas, para os pássaros verem e descerem para as bicarem e ficarem presos na tal "costela", que mais não era do que uma armadilha para se soltar imediatamente e eles ficarem presos pelo pescoço, a asfixiarem, até à morte. 
Depois, aqueles que tinham armado estas ratoeiras não demoravam a dar a volta, antes que os gatos se antecipassem!
E qual era a finalidade de caçarem os pássaros, uns seres tão pequeninos? Ora, pois!... Depená-nos, abri-los, limpar-lhes as pequenas entranhas e assá-los ou fritá-los, para o petisco nas tabernas, engolidos à mistura com copos de vinho!
Só pela gulodice, tiravam (tiram) a vida a esses nossos pequenos irmãozinhos, cujo canto devia fazer os seus comedores muito mais felizes do que o sabor momentâneo do tempero que colocavam (colocam) no seu pequeno cadáver, porque, sem especiarias, sua carne é intragável!
E porque fui dizendo (tiram) e (colocam)? Porque, infelizmente, essa monstruosidade ainda se pratica!
Num meu pequeno pinhal que visitei recentemente, que fica pertíssimo das habitações, encontrei uma dessas armadilhas! Também é hábito, por ali, colocarem armadilhas para apanharem javalis, que ficam toda a noite, após captura, a gritar, numa agonia de morte lenta e sofredora, carne da pata aprisonada rasgada até aos ossos. Eu não vivo lá na aldeia, aproveitam-se!
Meus pinheiros, ali, arderam todos; LIMPEZA CÓSMICA! PURIFICAÇÃO PELO FOGO! 
Ardeu grande parte do meu concelho!... Dá para entender, ou preciso fazer um desenho?
Mas as pessoas não aprendem nada! 

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