sábado, 20 de fevereiro de 2016

(6º) «A EDUCAÇÃO COMEÇA ANTES DO NASCIMENTO»

   (6º)  «A EDUCAÇÃO COMEÇA ANTES DO NASCIMENTO»
     Colecção Izvor. Éditions Prosveta (França)/ Publicações Maitreya (Portugal)

    «Através das Palestras do Mestre Omraam  Mikhael Aivanhov»

    A maior parte das mães não suspeitam da influência do seu estado interior sobre a criança que trazem dentro de si; só quando ela nascer é que começarão  ocupar-se dela,  arranjar-lhe educadores, professores, etc... Não, quando a criança nasce é já demasiado tarde, ela já está determinada! Nenhum pedagogo, nenhum professor pode transformar uma criança quando os elementos que esta recebeu no ventre da sua mãe são de uma qualidade inferior.
    Um educador infantil ou um professor podem fazer muito,  mas só no que diz respeito à instrução da criança, não podem mudar a sua natureza profunda. Se a natureza profunda da criança for defeituosa, será escusado ela ter os melhores educadores, pois não e modificará. Seja qual for o tratamento a que submeterdes o chumbo, ele continuará a ser chumbo. É escusado poli-lo, limá-lo, e cortá-lo para o fazer brilhar; alguns minutos depois, ele escurece novamente, porque é chumbo. É preciso fazer crianças de ouro e não de chumbo, pois, mesmo que tenha de viver nas piores condições, uma criança dessas será incorruptível, porque a sua essência é pura.
   Compreendeis agora que importância tem, para uma mulher, pôr na sua cabeça pensamentos luminosos? Graças a esses pensamentos, o germe que nela cresce absorverá diariamente essas matérias puras e preciosas, e desse modo ela dará à luz um artista notável, um homem de ciência iluminado, um santo, um mensageiro de Deus. A mãe pode realizar grandes milagres porque possui a chave das forças da vida.
      A minha mãe contou-me que quando me concebeu, e depois enquanto me trouxe no seu ventre, fê-lo com o pensamento de me consagrar ao serviço de Deus. Parece até que o sacerdote que me baptizou estava tão feliz naquele dia que se embriagou pela primeira vez na sua vida... Habitualmente, ele não bebia! E disse depois que, se ele se tinha embriagado, então eu era certamente uma criança diferente das outras, e fez uma profecia a meu respeito... Mas eu não sou obrigado a revelar-vos essa profecia!  Depois, ao crescer, tornei-me um pequeno patife: já vos contei que roubava maçãs ao vizinho, acendia fogos nos celeiros. Porém, isso não durou muito tempo, porque são os germes depositados em grande profundidade que permanecem; os outros são apenas maneiras de ser superficiais que não perduram.
     Mas eu não quero dizer que sou um ser excepcional porque a minha mãe me consagrou a Deus. Pode-se consagrar crianças ao serviço de Deus, mas não se sabe em que grau elas se situam na hierarquia dos servidores. As mães não o sabem certamente e eu creio que a minha mãe também não o soube. Portanto, o facto de ela me ter consagrado ao Céu nada quer dizer sobre a minha elevação pessoal. Muitos cristãos foram consagrados pelas suas mães mas ficam nas suas igrejas sem avançar muito. A única coisa que é certa é que os seus pais pediram que houvesse neles uma pequena centelha. Se se soprar sobre essa centelha, ela pode tornar-se um braseiro, mas uma centelha nada é se não a alimentardes. Para ela se desenvolver, há que estar sempre a trazer-lhe lenha, simbolicamente falando, e a soprar-lhe para cima.
      É um facto muito conhecido que, durante a gravidez, muitas mulheres são assaltadas por desejos estranho, por impulsos incontrolados que nunca tinham sentido até então; as pessoas não sabem a razão desses fenómenos, mas eu explicar-vos-ei por que é que eles acontecem A mulher grávida é muitas vezes visitada por entidades malfazejas que desejam tomar parte, mais tarde, na vida da criança; então, elas obrigam a mãe a agir de maneira a que a galvanoplastia se faça nela na maior desordem, o que mais tarde permitirá a essas  entidades penetrar na criança, entrar e sair da sua alma e alimentar-se através dela. É possível dar-se conta disso muito rapidamente.
    Em geral, todas as crianças de quem estou perto gostam muito de mim, mas já aconteceu por três ou quatro vezes algumas fugirem e ninguém compreender a razão dessa atitude. Mas eu compreendi, porque todos estes fenómenos da vida são muito claros para mim. Os pais ficaram tristes e cheios de pena, e eu fui obrigado a explicar à mãe: «Por certo, durante a gestação, você permitiu-se  fazer certas coisas e desse modo atraiu entidades que não pretendem outra coisa senão ficar na criança para se aproveitar dela. Essas entidades estão esperando o momento favorável para se manifestar. Porém, elas sentem em mim um inimigo, pois sabem que, se essa criança entrar sob a minha influência, eu vou expulsá-las: pela minha atitude, pela minha vontade, pelas minhas emanações, por tudo que dou à criança, elas serão expulsas. (De resto, eu não faço outra coisa senão trocar certas entidades por outras, é o meu prazer... Como vedes, eu também tenho os meus prazeres!) E então essas entidades procuram afastar o seu filho da minha presença.» Contudo, eu não me dou por vencido e, como gosto muito dos pais, decido ajudá-los: faço um trabalho e, pouco tempo depois, a mesma criança que me fugia corre para mim para me beijar. Isso já aconteceu algumas vezes diante dos vossos olhos, não é verdade?
      Durante todo o período de gestação, a mãe deve cuidar de proteger o filho. Conscientemente, pelo pensamento, ela deve criar à sua volta uma atmosfera de pureza e de luz, não só para o proteger dos ataques das entidades malfazejas, mas também para poder trabalhar em colaboração com a alma que vai incarnar-se.
     Porque, ao contrário do que certas pessoas pensam, não é no período da gestação que a alma entra no corpo da criança. É verdade que no ventre da mãe a criança vive, o seu coração bate, ela alimenta-se, contudo, a alma ainda não penetrou no corpo, só entra nele no momento do nascimento, no momento da sua primeira respiração. Até aí, mantém-se junto da mãe e trabalha em colaboração com ela  na construção dos seus diferentes corpos  (físico, astral e mental...). Em geral, a mãe não se apercebe deste trabalho, porque não é suficientemente  sensível e esclarecida. Mas, ainda que não possa ver essa alma, ela pode, pelo menos, falar-lhe, dirigir-lhe preces, dizendo: «Eu dar-te-ei os melhores materiais, ajudar-te-ei, mas trata tu também de trazer esta e aquela qualidade para que a criança seja um artista, um filósofo, um sábio ou um santo.»

(Florinda Rosa Isabel)
























   

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