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23:09 (há 23 horas)
para mim
A todos, a nossa saudação.
Caros Amigos,
Como habitualmente às terças-feiras, partilhamos mais um texto que aleatoriamente foi selecionado, esperando que vá ao encontro da necessidade da maior parte de vós. O livro hoje selecionado foi OS ESPLENDORES DE TIPHÉRETH - O Sol na prática espiritual, do Mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov, inserido na Colecção "Prosveta".
IX CAPÍTULO - Tal como o Sol, um Mestre deve permanecer no centro.
Fórmulas a pronunciar ao narcer do Sol.
Estais a ver, meus caros irmãos e irmãs? Somos uns privilegiados…
Aí está novamente o Sol a sorrir-nos, generoso, vivificante.
Não há dúvida, somos privilegiados…
Imaginai que um homem com enormes responsabilidades junto dos humanos, um Iniciado, um Mestre, faz a seguinte pergunta ao Sol: «Escuta, caro Sol, há tantas pessoas que me amam e que gostariam de me atrair para junto delas! O que é que me aconselhas?
O que devo fazer?» O Sol responder-lhe-á: «Olha para mim e faz como eu. Os planetas também me amam imenso, giram à minha volta, mas eu permaneço no centro, não me desloco para ir ter com um ou com outro. No entanto, eles dizem-me: “Ah, querido Sol, se eu pudesse chegar-me a ti, se eu pudesse abraçar-te!... Vem para o pé de mim…” Mas eu reflito sobre o assunto e penso: “Eu também os amo, e até mais do que eles. O amor de todos estes planetas reunidos não pode comparar-se à imensidão do meu amor, porque no meu amor não existe qualquer interesse, mas apenas a luz, o calor e a vida. Mas, para o bem deles, sou obrigado a manter-me no meu lugar, não posso correr atrás deles, senão haveria um cataclismo universal.” Como vês, tenho de permanecer no centro para manter a harmonia, a vida e a felicidade em todo o universo. Portanto, faz tu também como eu, nada te impede de amares todos os seres humanos, de lhes dares a luz, de os inspirares, de os elevares e de os conduzires para as regiões celestes, mas não deves deixar o centro.
– Sim, mas eles pedem-me! – Ora, ora!, responderá o Sol, se fores satisfazer todos os desejos e caprichos de qualquer um, tudo vai descambar!...»
Agora, deveis compreender que uma Escola Iniciática é como um sistema solar: existem nela planetas e até cometas, infelizmente, que se aproximam e depois se afastam… E o Mestre, que está situado no centro, tal como o Sol, deve permanecer no centro.
Eu sei que esta questão é particularmente difícil e muitos Iniciados não conseguiram resolvê-la. Conta-se que até Pitágoras sucumbiu e que isso lhe custou muito caro. Entre os seus discípulos, havia uma jovem muito bela que o amava, chamada Théano. Quando, um dia, ela lhe confessou o seu amor, Pitágoras tomou-a por esposa; houve até quem pensasse que pode ter sido por isso que outros discípulos lançaram fogo à sua escola…
Os verdadeiros Mestres, meus caros irmãos e irmãs, são como o Sol, ficam no centro, não se deslocam; dão a sua força, o seu calor, a sua luz, as suas bênçãos, as suas ideias, mas permanecem no centro. Muitos deles, ignorando que a sua decisão poderia originar uma verdadeira catástrofe, aceitaram uma das suas discípulas como esposa, e os outros discípulos, ao verem que o seu Mestre se casava, abandonaram-no. Os Mestres que procedem assim não são verdadeiros sóis; simbolicamente, poderíamos dizer que são mais… Luas, porque, enquanto símbolo, a Lua é mais influenciável, mais instável, mais sentimental, e é atraída pela Terra. Já existiram várias Luas no nosso sistema solar, e algumas delas caíram na Terra… Talvez não acrediteis em mim, mas isto está escrito nos arquivos da Ciência Iniciática.
Todos os Iniciados que têm este lado lunar, quer dizer, uma emotividade e um sentimentalismo muito desenvolvidos, são atraídos pelos humanos, mudam de lugar, deixam o centro e acabam por cair. Mas os verdadeiros sóis raciocinam, refletem e permanecem imutáveis. Isto não quer dizer que eles sejam frios, gelados, egoístas, não, eles dão o seu amor, a sua luz e as suas forças, mas mantêm o seu lugar no centro. E mesmo perante as moças mais encantadoras, mesmo perante princesas, eles não se demovem e dizem: «Eu envio-vos os meus raios, dou-vos a minha afeição, mas deixai-me ficar onde estou.»
Podeis perceber, pois, como o Sol responde a uma questão que não está absolutamente nada clara na cabeça dos homens e das mulheres. Quando começardes a pensar deste modo, libertar-vos-eis de imensos tormentos, agitações e perturbações. Eis mais uma lição que o Sol nos dá: todos para o Sol e o Sol para todos.
E agora, meus caros irmãos e irmãs, vou dar-vos algumas fórmulas que podereis pronunciar quando contemplais o Sol a nascer. Esperai pelo primeiro raio e, com amor, pronunciai para vós próprios as seguintes palavras:
«Tal como este Sol se ergue sobre o mundo, que o Sol da liberdade, da imortalidade, da eternidade e da verdade nasça no meu espírito.
Tal como este Sol se ergue sobre o mundo, que o Sol do amor e da imensidão nasça na minha alma.
Tal como este Sol se ergue sobre o mundo, que o Sol da inteligência, da luz e da sabedoria nasça no meu intelecto.
Tal com este Sol se ergue sobre o mundo, que o Sol da alegria, da felicidade e da pureza nasça no meu coração.
Tal como este Sol luminoso, radioso, se ergue sobre o mundo, que o Sol da força, do poder, da energia, do dinamismo e da atividade nasça na minha vontade.
E, tal como este Sol luminoso, radioso e vivo se ergue sobre o mundo, que o Sol da saúde, da vitalidade e do vigor nasça em todo o meu corpo.
Ámen! Assim seja! Para o Reino de Deus e a sua Justiça!
Ámen! Assim seja! Para a glória de Deus!»
Eis uma fórmula poderosa, mágica.
Com todos os exercícios que eu vos dou, tendes com que preencher toda uma existência.
E assim, todos os irmãos e irmãs, radiosos, luminosos e belos como Querubins, como Serafins, como filhos e filhas de Deus, caminharão na vida glorificando o Senhor, propagando por toda a parte a sua Glória, para que o Reino de Deus e a sua Justiça venham o mais depressa possível à Terra… Então, a vida será repleta de alegria, de júbilo, de poesia, de música; toda a humanidade vibrará e todos viverão como irmãos… E os rios correrão, as flores perfumarão a atmosfera, as aves cantarão divinamente… Toda a vida entoará um cântico de glória a Deus… Não haverá mais guerras, não haverá mais devastações, nem misérias, nem doenças, nem crimes, e a Terra será, pela primeira vez, finalmente, uma verdadeira “terra dos vivos”.
Por que não se há de trabalhar neste sentido? Por que é que as pessoas hão de estar mergulhadas, dia e noite, na tristeza, na escuridão e no medo, em vez de orientarem toda a sua existência para as regiões mais belas, todos juntos, nesta Fraternidade Branca Universal, em harmonia, em sintonia, com o mesmo espírito? É isto o nosso Ensinamento!
Que os Anjos e os Arcanjos abram agora as portas, que eles derramem a sua generosidade sobre os filhos de Deus, sobre toda a humanidade… Que haja abundância de luz e de compreensão, abundância de alegria e de felicidade, a fim de que o homem realize finalmente a alta missão para a qual veio à Terra: refletir, exprimir, o Criador e a beleza do Céu.
Bem-aventurados os que têm esta consciência!
Bem-aventurados os que estão inflamados pelo fogo sagrado!
Bem-aventurados os que decidiram tornar-se condutores do Pai Celeste! Bem-aventurados os que são doces!
Bem-aventurados os que estão na paz! Bem-aventurados os que querem trabalhar e fazer sacrifícios!
Bem-aventurados, bem-aventurados, bem-aventurados os filhos da Fraternidade Branca Universal!
Le Bonfin, 12 de agosto de 1967
capa do livro
Até breve!
23 de Agosto, 2016

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