Do Livro: «Rumo ao Reino da Paz»
«Não se deve querer impedir as pessoas de procurarem a riqueza. Mas aqueles que a procuram devem saber o que têm a fazer para evitar ser esmagados sob o peso das preocupações, das angústias, das desconfianças, pois é isso que os espera se não tiverem a luz. Que sejam ricos, pois claro, mas sem sucumbir aos estados negativos que são os fiéis seguidores de todos aqueles que enveredam por este caminho. Que sejam ricos, mas sem lesar outros e, sobretudo, que aprendam a fazer circular as suas riquezas, que tenham o prazer de fazer participar nelas outras pessoas. Sim, porque dar é uma maneira de progredir. Mas raros são aqueles que têm o hábito de dar. Muitas pessoas têm fortunas imensas que guardam só para si. E o que é incrível é que elas são infelizes! Nunca se deve impedir as pessoas de se tornarem ricas, há que ensiná-las a partilhar as suas riquezas.
A necessidade de açambarcar tem causado sempre nos humanos divisionismos e massacres. Por toda a parte, e até nas famílias mais unidas, quantas tragédias não têm ocorrido por questões de heranças! É sempre a avidez que domina, por isso o mundo não pode sair das suas desgraças. Todas as guerras têm como origem o desejo de se ter mais do que aquilo que se tem. O objectivo é sempre ir tirar alguma coisa ao vizinho: dinheiro ou terras... Como se, na vida, nada mais houvesse alem do dinheiro e das terras para uma pessoa se sentir rica e feliz!»
De uma palestra informal, do Mestre Omraam Mikhael Aivanhov (1900-1986), filósofo e pedagogo francês de origem Búlgara.
Colecção Izvor.
Publicações Maitreya_Portugal.
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(Florinda Rosa Isabel)
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